sexta-feira, novembro 16#SoumaisoPolêmico

Baleia jubarte é encontrada morta em praia de Prado

Prado: Mais uma baleia jubarte foi achada morta na região sul da Bahia. O animal foi encontrado por moradores, na manhã desta sexta-feira (7), na praia de Barrinha, que fica em Cumuruxatiba, distrito do município de Prado. Conforme informações do Projeto Baleia Jubarte, o animal já estava em estado de decomposição. Equipes da instituição vão ao local para realizar os procedimentos de recolhimento de material para determinação da causa da morte.

Ainda segundo o projeto Baleia Jubarte, com esse encalhe, o número de animais da espécie encontrado entre o sul e o extremo sul do estado sobe para 26. Cerca de 20 mil baleias jubarte devem passar pelo litoral da Bahia nesta temporada de reprodução, que vai até o mês de novembro. A estimativa é do Instituto Baleia Jubarte, que acompanha há 30 anos o período reprodutivo dos animais.

As baleias são animais migratórios e estabelecem lugares diferentes para alimentação e reprodução. Entre julho e novembro, elas saem da região da Antártida, que passa por um inverno rigoroso, e migram para águas tropicais, que são mais quentes, para poderem se reproduzir. Desde maio alguns animais começaram a ser vistos no estado.

No período reprodutivo, com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta. Um encalhe ocorre quando, por qualquer motivo, estes animais chegam muito próximo às praias ou arrebentação e não conseguem se libertar sozinhos, ou quando chegam já mortos.

O maior berço reprodutivo do Atlântico Sul é na região de Abrolhos – que vai do extremo sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. Dóceis, as baleias atraem milhares de turistas para regiões costeiras da Bahia, como Praia do Forte, Morro de São Paulo, Itacaré, Caravelas e Salvador.

Conforme o Instituto Baleia Jubarte, a população de baleias jubarte cresce de 7% a 15% ao ano. As baleias ficam entre quatro e cinco meses nas áreas de reprodução, até que os filhotes estejam desenvolvidos e possam retornar com as mães para a Antártida.

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *