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quinta-feira, outubro 18#SoumaisoPolêmico

CR7 é acusado de estupro cometido em 2009. Apesar das leis do estado aplicarem até prisão perpétua para casos de estupro, escritório faz apenas pedidos de indenização à Justiça

Mayorga estava fragilizada em acordo com CR7, teve depressão e pensou em suicídio, diz advogado

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O escritório que defende Kathryne Mayorga detalhou a versão de sua cliente, após a polícia de Las Vegas reabrir o caso de acusação de estupro feita a Cristiano Ronaldo. Através de uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira em Nevada, os advogados de Mayorga disseram que sua cliente fez um acordo com o jogador em 2010 porque estava muito fragilizada emocionalmente e não tinha condições de tomar uma decisão racional.

– A polícia não disse por que encerrou as investigações naquela época. Não teve nenhuma explicação sobre isso – disse o advogado Leslie Stovall, que também Kathryne Mayorga no caso, sobre o encerramento do caso ocorrido em 2009.

Escritório de acusação concedeu coletiva para falar do caso de estupro de Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

Escritório de acusação concedeu coletiva para falar do caso de estupro de Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

Kathryne Mayorga não compareceu à entrevista coletiva, segundo a acusação, por motivos emocionais. Larissa Drohobyczer, outra advogada da americana, disse que ela foi incentivada por jornalistas a revelar no ano passado a história, ocorrida em 2009. Quando ela procurou a empresa de advocacia, estava receosa em razão do acordo de confidencialidade com CR7 e parecia emocionalmente abalada.

– Na época em que Kathryn contratou a Stovall & Associates, ela parecia emocionalmente frágil e assustada. Ela explicou que, desde a agressão sexual de 2009, sofreu depressão, pensamentos intrusivos, considerou suicídio, abusou do álcool e teve dificuldades em manter relacionamentos pessoais e profissionais – disse Kathryne Mayorga.

Da Itália, o jogador se pronunciou mais cedo para negar qualquer crime de estupro. A acusação encarou com naturalidade a declaração do jogador da Juventus.

– Isso é normal (a negativa por parte do jogador). Nós estamos motivados a ver a continuação do caso e a analisar os resultados da investigação da polícia de Las Vegas – completou Leslie Stovall.

Advogado de Mayorga, Leslie Stovall, Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

Advogado de Mayorga, Leslie Stovall, Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

Os advogados de Mayorga bateram na tecla que o caso levou a americana a um caso de depressão. Entretanto, eles não temem possíveis reações contrárias nas redes sociais por parte de fãs do jogador da Juventus.

– Não estou interessado em responder Twitter. Não é meu trabalho. Não é tão importante a reação do Cristiano e nem de seus fãs em relação a isso, porque teremos a oportunidade de mostrar tudo na corte e mostraremos para toda a comunidade o que aconteceu. Esse é nosso trabalho, somos advogados.

Já Larissa Drohobyczer disse que o craque português tentou obstruir as investigações da Justiça americana e apresentou as 11 causas da ação feita pela suposta vítima. Entre elas, estão:

  • Abuso físico
  • Intenção de inflexão de sofrimento emocional
  • Coerção e fraude
  • Abuso de pessoa vulnerável
  • Conspiração civil
  • Difamação
  • Abuso de processo
  • Duas causas de alívio declaratório
  • Negligência
  • Quebra de contrato

Apesar das leis do estado aplicarem até prisão perpétua para casos de estupro, o escritório fez apenas pedidos de indenização à Justiça, mas não há qualquer menção para ver o jogador atrás das grades. Agora, o caso foi reaberto pela Justiça dos Estados Unidos, e a acusação não vê prazo para o caso.

– Não existe um prazo ainda para respostas das investigações da polícia. Eles ainda estão recebendo material da acusação. Esse processo ainda pode durar mais alguns meses, dependemos do calendário europeu também – completou Leslie Stovall.

Advogada de Mayorga, Larissa Drohobyczer, Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

Advogada de Mayorga, Larissa Drohobyczer, Cristiano Ronaldo — Foto: Camilo Pinheiro

O caso

Kathryne Mayorga, de 34 anos o acusa de tê-la estuprado em um hotel em Las Vegas em 13 de junho de 2009, pouco antes dele se transferir pro Real Madrid. Mas a acusação só se tornou pública no ano passado, depois que a revista alemã “Der Spiegel” publicou uma extensa reportagem sobre a acusação.

Na semana passada, o escritório de advocacia que defende Mayorga entrou com um pedido para reabrir as investigações do caso na Justiça do Condado de Clark, onde fica a cidade de Las Vegas, e a Justiça acatou. Agora, pouco mais de 9 anos depois, o caso volta para a Justiça de Nevada.

Em entrevista à revista alemã, Katheryne Mayorga disse que Cristiano Ronaldo ofereceu dinheiro pelo silêncio e ela assinou um acordo para encerrar o assunto. O craque, através das redes sociais, negou a acusação e disse que abomina estupro, e que não quer alimentar um espetáculo negativo em torno do nome dele e disse que está com a consciência tranquila.

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