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quinta-feira, agosto 16#SoumaisoPolêmico

Grêmio sucumbe à intensidade do Estudiantes e tem “branco” após sofrer gol

GloboEsporte.com lista motivos da derrota do Tricolor na Argentina, pela Libertadores

Atual campeão da Libertadores, o Grêmio não honrou seus últimos resultados na competição. Saiu em desvantagem nas oitavas de final ao perder para o Estudiantes por 2 a 1, no estádio Centenário, do Quilmes, e precisa vencer na Arena, embora o gol de Kannemann tenha deixado o Tricolor vivo para o jogo de volta.

Na noite desta terça-feira, o clube gaúcho se perdeu após levar um golaço no início da partida, do jovem Apaolaza, e demorou a se encontrar novamente. Sofreu um “branco”, como disse Renato Gaúcho após o jogo, e pareceu congelado na fria noite na Argentina.

Renato pede calma ao Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Renato pede calma ao Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Apagão

O técnico Renato Portaluppi justificou o desempenho abaixo com um “apagão, um branco”. Logo em um grupo acostumado a decisões, algo anormal. Mas a intensidade dos jovens do Estudiantes colocou o Grêmio em maus lençóis, especialmente no primeiro tempo, em uma atuação considerada ruim pelos jogadores, após uma chance perdida por André – um minuto antes do gol de Apaolaza, em chute da entrada da área.

– Deu um apagão, digamos assim, na nossa equipe. Nos primeiros 15, 20 minutos, depois começamos a controlar as coisas e fizemos o gol no final do primeiro tempo. Deu uma tranquilidade. No intervalo corrigi algumas coisas que estavam errads, passei confiança. Um gol fora vale bastante. O adversário teve seus méritos. Temos mais 90 minutos na Arena e a história vai ser outra – garantiu Renato, em entrevista coletiva.

Sob pressão

Feito o primeiro gol, aos 8 minutos, os gremistas pareciam perdidos, sem saber o que fazer. O Estudiantes não diminuiu o ritmo. Manteve-se empenhado na tarefa de acossar quem do Grêmio estivesse com a bola o mais rápido possívelMaicon e Cícero, então, mal podiam pensar.

A estratégia adversária gerou diversos erros gremistas no seu próprio campo e pouca efetividade na saída de bola. Uma ou outra a vez a bola chegou aos atacantes em possibilidade de drible, caso de Pepê, em lançamento longo de Maicon, mas via de regra a marcação tinha vantagem, seja númerica, seja qualitativa.

– Achei que o Grêmio tava bem nos primeiros minutos, até tomar o gol. Mas eles acertaram aquele chute maravilhoso, mérito do rapaz, acertou a gaveta. O Grêmio sentiu o gol, se atrapalhou um pouco – avaliou o vice de futebol Duda Kroeff. – Temos levado alguns sustos, mas faz parte. São adversários qualificados. Não vamos ganhar todas. Interessante é que perca, quando tiver que perder, assim, com o gol qualificado.

Jogadores do Grêmio tentam se ajustar  (Foto: Eduardo Moura)

Jogadores do Grêmio tentam se ajustar (Foto: Eduardo Moura)

Cabeça quente

A pressão dos argentinos também gerou intranquilidade ao jogadores. O capitão Maicon foi exemplo disso, ao se envolver em confusão com Zuqui, que seria posteriormente expulso. Renato viu o Grêmio tentar “competir” na catimba com o Estudiantes, sem sucesso. Grohe e Marcelo Oliveira, em lance de perigo dos Pinchas, também discutiram para ajustar a movimentação. Em cobrança de escanteio, Campi ampliou a vantagem em falha defensiva.

Maicon se irritou contra o Estudiantes  (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

Maicon se irritou contra o Estudiantes (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

apatia do primeiro tempo gremista só foi quebrada quando Kannemann ficou com o rebote de cabeçada de André, após cobrança de escanteio, e escorou a bola para as redes. Injetou um pouco de ânimo a um time até então frio, superado na imposição física do Estudiantes. E sem o escape de Everton, o responsável por responder aos ataques dos rivais com velocidade, mas ausente no jogo desta terça.

– Acho que o Estudiantes fez um jogo de muita pressão no meio-campo, não deixar jogar, bastante na segunda bola – avaliou Kannemann.

Chances perdidas

A etapa final mostrou um Grêmio mais tranquilo, mas ainda assim apelando para o chutão em diversos momentos. Um exemplo: Pepê evitou a saída de bola em lateral defensivo para o Grêmio. Tocou para Marcelo Oliveira, que deixou com Kannemann. O argentino afastou, já com a marcação em cima, e cedeu lateral para o rival.

Quando o Estudiantes mantinha-se na pressão no campo ofensivo, Geromel e Kannemann buscavam André e depois Jael, este mais efetivo na hora de segurar a bola no ataque. O camisa 9, inclusive, perdeu a melhor chance do empate ao cabecear nas mãos de Andújar após cruzamento de Marinho.

Kannemann contra o Estudiantes  (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

Kannemann contra o Estudiantes (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

A escolha de Renato por Marcelo Oliveira em vez de Cortez também não favoreceu ao jogo tricolor, especialmente na necessidade de buscar o empate. A derrota não passa pelo lateral, que não comprometeu defensivamente. Mas com a bola nos pés ainda falta uma evolução. São poucas as oportunidades que ele teve presença ofensiva e deu continudade às jogadas sem recuar para os volantes e reiniciar o jogo.

O Grêmio volta a treinar na tarde desta quarta, já que desembarcou em Porto Alegre na madrugada. O próximo compromisso será pelo Brasileiro, no domingo, contra o Vitória, na Arena, com uma provável equipe reserva.

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