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sexta-feira, novembro 16#SoumaisoPolêmico

Justiça determina transferência de Adélio para presídio federal

Adelio Bispo de Oliveira confessou ter desferido facada em Jair Bolsonaro – Reprodução/Facebook

JUIZ DE FORA — A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de AdelioBispodeOliveira, que deu uma facada em JairBolsonaro, candidato do PSL à Presidência. Também foi determinada a transferência dele para um presídio federal. A escolha da penitenciária ficará a cargo do Ministério da Justiça. Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta-feira para o hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo boletins médicos, o estado de saúde do candidato é estável.

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De acordo com o deputado Fernando Francischini, líder do PSL na Câmara, que participou da audiência de custódia, o Ministério Público Federal (MPF) endossou a posição da Polícia Federal de enquadrar Adelio na Lei de Segurança Nacional, em função das suspeitas de motivação política.

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De acordo com informações da PF, ele foi preso por “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas”, crime previsto no artigo 20 da legislação. A pena prevista para o delito é de três a dez anos de prisão, mas pode aumentar o dobro se resultar em lesão corporal grave ou o tripo, se resultar em morte. A defesa de Adelio, segundo Francischini, concordou com a transferência dele para um presídio Federal.

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Ainda de acordo com o parlamentar, Adelio assumiu na audiência que a motivação para o crime foi “política e religiosa”.

— Ele disse que as motivações foram políticas e religiosas e as diferenças dele (com Bolsonaro) levaram ele a cometer o que ele chama de incidente — afirmou Francischini.

Segundo o deputado disse ao GLOBO, Adélio narrou ter usado no passado, de maneira contínua, alguns remédios psiquiátricos que o faziam desabar de sono em 15 minutos. Nos últimos tempos, contudo, segundo conta Felipe, Adélio disse ter interrompido o uso dos remédios, ingerindo-os com periodicidade descontinuada.

De acordo com Francischini, Adélio relatou durante a audiência sentir muita dor na região do tórax e disse que tomou muitos socos na barriga, não sabendo precisar se os socos foram desferidos por manifestantes na ocasião do ataque ou por policiais posteriormente.

Participaram da audiência de custódia uma procuradora do MPF, quatro advogados de Adélio, sendo um de Belo Horizonte, dois de Contagem, além de um quarto de outra cidade do interior de Minas Gerais. O deputado Francischini, seu filho e uma advogada que representou Jair Bolsonaro também acompanharam o encontro que durou cerca de 1h20.

— Ele foi muito frio, extremamente frio — disse Felipe Francischini, referindo-se a Adélio.

Fonte: O Globo

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