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sábado, abril 20#SoumaisoPolêmico

MPF investiga lista com 3.309 indicações ao governo do Rio em troca de apoio político

PF apreendeu computador de Edson Albertassi com planilha indicando 3.309 indicações feitas por 88 políticos e servidores
Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Fachada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

RIO — Enquanto o processo contra os três deputados estaduais presos na Operação Cadeia Velha está prestes a entrar em julgamento, o Ministério Público Federal ( MPF ) se debruça sobre uma nova frente de investigações envolvendo parlamentares: as nomeações feitas em troca de apoio ao grupo político no poder — o famoso toma lá dá cá .

No computador do ex-líder de governo Edson Albertassi (MDB), preso desde novembro de 2017, a Polícia Federal apreendeu o controle do aparelhamento de parte da máquina pública nos últimos anos. A planilha registra 3.309 indicações feitas por 88 políticos e servidores.

A grande maioria delas foi feita por 50 deputados estaduais e suplentes da última legislatura, sete prefeitos e ex-prefeitos, além de quatro deputados federais. Também há menções a codinomes como “Palácio” e “chefe”. A contabilidade vai até julho de 2016, segundo a PF.

Eventualmente, Albertassi registrava a insistência dos políticos por um naco do poder. Em alguns casos, os políticos reiteravam várias vezes a recomendação de um apadrinhado para o mesmo cargo. Em outros, pediam promoções. É possível saber disso porque, de tão detalhada, a planilha traz o nome do indicado, o político que pediu o emprego, os órgãos e postos de trabalho almejados, além das datas de recebimento dos pleitos. No caso do Detran, a maioria das indicações eram para a função de vistoriador.

O documento lista os nomes de 2.409 pessoas que foram relacionadas pelos parlamentares para trabalhar em quase 30 órgãos públicos, incluindo o Detran e até mesmo empresas terceirizadas, o que chamou a atenção dos procuradores. Há casos de indicações de uma mesma pessoa para mais de uma vaga.

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