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terça-feira, julho 16#SoumaisoPolêmico

Queiroz atribui movimentação financeira a compra e venda de veículos: ‘Sou um cara de negócios’

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz concedeu entrevista ao SBT
O ex-assessor Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/Facebook
O ex-assessor Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/Facebook

RIO — O policial militar da reservaFabrício Queiroz , ex-assessor do deputado estadual FlávioBolsonaro , afirmou que sua movimentação financeira, considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ), é fruto de compra e venda de veículos. A declaração foi dada em entrevista ao SBT .

— Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, compra um carrinho, mandava arrumar, revendia, tenho uma segurança — afirmou.

O ex-assessor, que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro até outubro, movimentou cerca de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, segundo dados levantados pelo Coaf. O órgão apontou movimentações atípicas, como a ocorrência de fracionamento de saques e depósitos em dinheiro vivo. Boa parte dos pagamentos ocorreu no mesmo dia ou em datas próximas aos pagamentos dos servidores da Assembleia Legislativa do Rio  (Alerj). Oito assessores ou ex-assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj transferiram recursos para Queiroz.  Entre eles estão diversos familiares do policial da reserva: suas filhas Nathália e Evelyn Melo de Queiroz, além de sua atual mulher, Márcia Aguiar. Também integraram a equipe do deputado estadual a enteada de Queiroz, Evelyn Mayara Gerbatim, e o ex-marido de sua mulher, Márcio Gerbatim.

Queiroz era esperado na sede do MP nos dias 19 e 21 de dezembro por promotores do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim) da Procuradoria-Geral de Justiça. Na primeira data, a defesa do ex-assessor disse que ele teve uma “inesperada crise de sáude”, segundo o MP. Após a segunda falta, os advogados alegaram que Queiroz precisou ser internado para a “realização de um procedimento invasivo com anestesia” .

Fonte: O Globo

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